Castanhas de baru em tigela de cerâmica

Baru: a castanha que o cerrado dá e o Rio não conhece

Quem cresceu no cerrado conhece o barueiro de longe: árvore alta, de copa larga, que solta seus frutos entre julho e setembro. Dentro de cada fruto, uma única castanha. É por isso que o baru é raro: a natureza entrega pouco, uma vez por ano, e pronto.

Sabor e sustância

Tostada, a castanha de baru lembra amendoim com castaña de caju, mas com personalidade própria: sabor marcante e um toque adocicado no final. E ela não é só gostosa. Em cada porção de 30 g vão 8 g de proteínas, 4 g de fibras e gorduras boas, sem glúten e sem lactose.

Como nós comemos por aqui

Pura, de beliscar. No lugar das castanhas importadas na tigela de receber visita. Batida na farofa, por cima da salada, ou moída grossa sobre o doce de leite. Vale até no café da manhã, com banana e mel de aroeira.

Por que às vezes acaba

A safra é curta e a coleta é manual, feita por famílias do Norte de Minas. Quando o estoque da temporada termina, só na próxima. Se o pacote sumir do site, é isso: o cerrado tem o tempo dele, e nós respeitamos.

Texto de demonstração do Diário do Curador.

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